quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Madrinha/Dinda

Estava eu aqui, pensando em como a vida é... Em relações afetivas, de amizade, enfim...
Temos muitos amigos na longa estrada que chamamos de vida, nela várias pessoas passam, algumas ficam, outras marcam e tem aquelas que ficam e te marcam de uma maneira muito especial.
Na minha criação sempre ouvi dizer que "madrinha (dinda) é segunda mãe"; e minha primeira experiência nesse lado eu era tão pequena quando aconteceu, que sinceramente não entendi. Acabamos por ser criados como irmãos, já que meu primeiro afilhado é filho dos meus padrinhos.
Depois veio o Pedro, afilhado de coração (no início, só vim a batizar o Pedro há alguns anos atrás), um menino lindo, que desde que nasceu tinha um penteado moicano que teimava em ficar ali... Tinha um sorriso que nossa, tirava o fôlego... Não tinha um dia que eu não fosse ver ele... Se eu não fizesse isso... O dia não era perfeito.
Um dia a mãe do Pedro me contou que estava grávida novamente, e que gostaria muito que eu fosse dinda desse anjo.
Ali eu senti uma felicidade que era descomunal, aceitei sem pestanejar. Nascia um amor fora do normal, e uma ligação que ninguém explica.
Foram meses de espera (não sei se eu era mais ansiosa que a mãe dele, mas eu contava os dias). Os dias foram passando, e eu via aquela barriga crescer, conversava, brincava, sentia se mexer; até chegar o momento em que era impossível eu chegar perto da minha cumadre sem quase matar ela por falta de ar... Pois o nosso pequeno pulava e se mexia feito doido só de ouvir minha voz.
Até que no dia 04 de agosto de 2011, ele veio ao mundo... Um guri tão lindo, mas tão lindo que não tenho palavras pra descrever.
Ver aquele rostinho pela primeira vez, foi que eu entendi o que significava amor incondicional. Neste dia nasceu o Flávio Thierry. Meu pequeno grande amor.
Se eu fechar os olhos sinto o cheirinho dele, ouço o chorinho e o sorriso, seguido de um: "Di brinca de carrinho comigo???"
Infelizmente hoje não pude ir te dar um abraço, e nem te beijar e encher de cócegas até a gente rolar no chão; mas queria que você soubesse que a Di pensa em você e te ama cada minuto mais.
Com você eu descobri que amor a gente soma, multiplica e divide... Que não precisa ser de sangue, pra cuidar, amar, zelar e enfrentar um mundo inteiro sem pensar duas vezes... Como você meu anjo, eu descobri que sou muito mais forte do que a Muralha da China e também posso ser tão frágil como uma folha seca ao vento.
Que Deus te ilumine e te guie sempre... Parabéns pelos teus 5 anos meu anjo.

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